A Diocese de São Luiz de Cáceres, com a superfície de 135.259,9
km2, foi criada em 05 de abril de 1910 pela Bula 'Novas Constituere' do Papa
Pio X. Desmembrada da então Diocese de Cuiabá, situa-se e ao Sul Ocidental do
Estado de Mato Grosso. Limita-se, ao norte, com as Dioceses de Ji-Paraná, em
Rondônia, e Diamantino, no Mato Grosso; ao sul, com as Dioceses de Rondonópolis
- MT, e Corumbá - MS; a leste com a Arquidiocese de Cuiabá e, a oeste, com a
Diocese de San Ignacio de Velasquez, na Bolívia.
Compõe-se hoje de 22 paróquias
(a população de 400 mil habitantes) em 26 Municípios: Araputanga, Barra do
Bugres, Cáceres, Campos de Júlio, Comodoro, Conquista D'Oeste, Curvelândia,
Figueirópolis D'Oeste, Glória D'Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D'Oeste, Nossa
Senhora do Livramento, Mirassol D'Oeste, Nova Lacerda, Nova Olímpia, Poconé,
Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio
Branco, São José dos Quatro Marcos, Salto do Céu, Vale de São Domingos, Vila
Bela da Santíssima Trindade.
Desde a fundação, a diocese foi
marcada pela presença e atuação da Terceira Ordem Regular de São Francisco,
(TOR) com três Bispos e inúmeros missionários. A evangelização se consolidou
com a chegada e atuação de outros missionários e missionárias oriundos da
Europa e do Brasil. Graças a essa presença missionária, a fé católica se
difundiu e se tornou fundamento sólido na vida e na caminhada do povo simples e
humilde que faz a história desta diocese.
Em março de 1911 foi nomeado
Dom Modesto Augusto Vieira, mas não chegou a tomar posse devido às
circunstâncias adversas. A diocese recém-criada não dispunha de "casa para
morar, catedral para rezar, nem meios para viver": não oferecia as
condições mínimas para a instalação e sustentação dos trabalhos curiais e
pastorais. Consta ainda que um padre foi chamado a assumir a nova diocese, mas
não aceitou a consagração episcopal.
O primeiro Bispo, de fato, foi
Frei Luiz Maria Galibert. Em 1905, veio para as missões de Mato Grosso. Era da
TOR e exercia as funções de Provincial Regional dos padres franciscanos
franceses que aqui trabalhavam. Eleito pelo Papa Bento XV, foi sagrado Bispo em
15 de agosto de 1915, tomou posse no dia 3 de outubro. Pioneiro infatigável que
percorreu longas distâncias, até Rondônia, em seu zelo pela salvação das almas,
permaneceu na função até 07 de maio de 1954. Cansado e vencido pela
arteriosclerose, renunciou e retirou-se para o convento de La Drèche, na
França, sua terra natal. Declarado Servo de Deus no pontificado de João Paulo
II, tramita hoje na diocese de Albi, França, o processo de sua beatificação.
Em 1910, a Diocese tinha apenas
quatro paróquias: Vila Bela da Santíssima Trindade, fundada por lei provincial,
em 1734; São Luiz de Cáceres, criada em 16 de setembro de 1779, provisão confirmada
pelo Prelado Diocesano em 04 de agosto de 1780; Poconé, pela resolução
provincial de 09 de agosto de 1817; Nossa Senhora do Livramento, por lei
provincial de 28 de agosto de 1835. Hoje a diocese é formada por 22 paróquias e
sua área territorial abrange 26 municípios. No censo do IBGE, em 1996, a
população da Diocese era de 330.032 mil habitantes. No senso de 2002 já era de
366.799 mil habitantes.
Em 1955, Mons. Máximo
Biennès-TOR foi nomeado Administrador Apostólico e permaneceu na função por 12
anos. Tornou-se Bispo Diocesano em 10 de novembro de 1967, sendo consagrado em
25 de janeiro de 1968. Segundo Bispo da Diocese de Cáceres, ele a dirigiu por
36 anos.
A partir dos anos 60, dois
importantes acontecimentos desencadearam intenso crescimento das atividades
pastorais na diocese: o Concílio Vaticano II (1962-65), com seu extraordinário
alcance pastoral, e o aumento da população da diocese, causado pela entrada de
grandes levas de migrantes oriundas, sobretudo, do sul e do sudeste do país.
Nos dias 11 e 12 de dezembro de 1966 realizou-se a primeira Assembléia
Diocesana. Ali foram fixadas três linhas pastorais: Unidade, Catequese e
Evangelização. As assembléias, como importante instrumento de unidade e
comunhão foram se sucedendo. E, para que a prática pastoral se tornasse mais
eficaz, foram estabelecidas metas prioritárias. Em 1974 foi introduzido o Plano
de Pastoral que se baseava na realidade bem concreta da diocese e orientava a
sua caminhada.
Com os novos desafios da
realidade eclesial e social, Dom Máximo passou a dedicar grande parte de seu
apostolado à formação de agentes pastorais e lideranças comunitárias. Recebeu a
ajuda de novos padres. Surgiram novas paróquias. Acolheu diversas comunidades
religiosas na diocese. Introduziu o movimento da Boa Nova, que marcou a diocese
a partir da década de 70, proporcionando desenvolvimento e organização de
centenas de Comunidades. Surgiram os Conselhos Paroquiais de Pastoral. Foram
despontando as primeiras vocações sacerdotais e religiosas. Inúmeros leigos e leigas
se comprometiam com a tarefa da evangelização. Eram os primeiros frutos de um
trabalho incansável de Dom Máximo, apoiado pelos seus presbíteros, pelas
comunidades religiosas, e por grupos cada vez mais numerosos de leigos e leigas
engajados nos trabalhos pastorais.
Em 14 de fevereiro de 1979 a
diocese recebeu um Bispo Auxiliar. Era Dom José Afonso Ribeiro-TOR,
mato-grossense, filho de Poconé. Fora solicitado por Dom Máximo, cuja saúde
andava debilitada devido ao intenso trabalho na imensa diocese. Dom José foi
ordenado Bispo no dia 05 de maio de 1979. Permaneceu na Diocese até 06 de julho
de 1988, quando então foi transferido para o Amazonas, como Bispo Prelado de
Borba.
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