A atual Diocese de Juína pertencia
antes de sua criação ao Regional do Estado do Mato Grosso da Diocese de
Ji-Paraná e parte da Diocese de Diamantino. Os primeiros habitantes desta
região foram os povos indígenas. Embora muitos já tenham sido dizimados, ainda
existe uma população aproximada de 4.000 índios. Alguns destes povos têm ainda
suas terras invadidas por fazendeiros, posseiros, garimpeiros e madeireiros.
Nem todos têm as terras demarcadas e homologadas.
No final do século XIX, muitos
migrantes nordestinos chegaram nesta região para a extração da borracha. Vindo
a crise, alguns retornaram aos Estados de origem, outros se fixaram por aqui,
constituindo a população dos “seringueiros”, atualmente denominados
“ribeirinhos”.
Outro grupo presente na Diocese
é o dos garimpeiros. Vieram de diversos Estados em busca de ouro e diamante.
Com esta ilusão, também habitantes da região deixaram suas funções e famílias
para arriscarem a sorte nos garimpos.
A grande ocupação da região
Noroeste aconteceu, sobretudo, a partir da década de 80 com os grandes projetos
governamentais de exploração e ocupação do Norte. Esses projetos foram
estimulados pela Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso (CODEMAT) e
algumas colonizadoras privadas. Esta foi também a saída encontrada para superar
a crise dos Estados do Sul, sobretudo do Paraná, que substituíram as culturas
que empregavam muita mão de obra (café, algodão), pelo boi e pelas culturas mecanizadas
(soja, trigo). Isto significou o desemprego para milhares de famílias.
A situação de desemprego rural
no Sul e a forte ideologia do governo militar que tinha medo de perder a
Amazônia (“integrar para não entregar”) provocaram a migração violenta e
desorganizada, a ocupação irracional e predadora destas terras e de suas
riquezas. Não houve nenhum respeito, nem pelos povos indígenas e seringueiros,
nem pela natureza.
Hoje há uma forte reemigração,
sobretudo vinda de Rondônia, em direção ao Norte da Diocese: Colniza, Nova
União, Conselvan, Panelas e Guariba.
O sangue derramado pelos
mártires, Padre Ezequiel Ramin e Irmão Vicente Cañas deram vida nova a esse
Regional. Dessa experiência herdou-se uma ação pastoral muito ativa e libertadora.
As distâncias e as diferenças de Estados, porém, sempre foram o problema maior
para uma plena comunhão e participação. Por isso, atendendo ao desejo do povo e
dos agentes de pastoral, D. Antonio Possamai, bispo de Ji-Paraná, iniciou o
processo de desmembramento, que durou aproximadamente oito anos.
A Diocese de Juína foi
finalmente criada no dia 23/12/97 pela Bula “Ad PleniusConsulendum”, do
Papa João Paulo II. Foi desmembrada da Diocese de Ji-Paraná e também da Diocese
de Diamantino.
Veja Mais: http://www.catedraldejuina.com.br/
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Av. Holmis Iores, 471 Módulo 1 78320-000 Juina MT
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