O
Papa Francisco saudou nesta quarta-feira, 24, os participantes de um encontro
de diálogo entre budistas e católicos dos Estados Unidos. Eles foram recebidos
em audiência na Sala Paulo VI, no Vaticano. O encontro foi promovido pelo
Movimento dos Focolares e pelo Pontifício Conselho para o Diálogo
Inter-Religioso.
“Eminência, irmãos e irmãs, bom dia. Agradeço a vocês por essa
visita que tenho tanto no coração, visita de fraternidade, de diálogo, também
de amizade. E isso faz bem, isso é saudável. Neste momento histórico tão ferido
por guerras e pelo ódio, estes pequenos gestos são sementes de paz e de
fraternidade. Agraço muito a vocês, o Senhor os abençoe”.
Em sua visita ao Sri Lanka, em janeiro desse ano, Francisco
visitou um templo budista (foto). O compromisso não estava na agenda oficial do
encontro, mas Francisco encontrou no aeroporto um representante das
organizações budistas, que manifestou o desejo de se encontrar com o Papa.
Aproveitando um tempo livre no dia 14, o Santo Padre fez uma rápida visita ao
centro.
O presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo
Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis Tauran, abriu o encontro nesta terça-feira,
23, destacando a importância da iniciativa. “O diálogo entre católicos e
budistas representa uma parte de nossa busca em andamento para compreender o
mistério de nossa vida e a Verdade suprema”.
“Católicos e budistas se diferem em muitos temas fundamentais.
No entanto, as nossas virtudes e os nossos valores básicos muitas vezes se
convergem em níveis muito elevados”, considerou o teólogo especialista em
estudo comparado de textos de várias religiões, Frei Leo D. Lefebure, em
entrevista à Rádio Vaticano.
Participam do evento 46 católicos de várias cidades dos Estados
Unidos e líderes budistas comprometidos com o desenvolvimento de uma
colaboração fraterna com a Igreja Católica no país.
O tema do encontro, realizado em Castel Gandolfo, próximo a
Roma, é “Sofrimento, libertação e fraternidade” e tem como objetivo desenvolver
a colaboração recíproca a fim de enfrentar os problemas sociais das pessoas nas
várias comunidades.
Por
Canção Nova, com informações do Vaticano
