O
presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, cardeal Cláudio
Hummes, foi enfático ao afirmar que a Igreja precisa sair para ir ao encontro
das pessoas e anunciar-lhes o evangelho. “É vital que a Igreja saia para
anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões. A
alegria do Evangelho é para todo o povo”, disse.
A afirmação foi feita neste sábado, 11, no 2º Congresso
Missionário Nacional de Seminaristas, que aconteceu de 9 a 12 deste mês, no
auditório do Museu de Ciências Naturais da PUC-Minas, em Belo Horizonte (MG).
De acordo com o cardeal é preciso ir ao povo “com coragem e sem repugnância”.
“Não basta lançar a Palavra de Deus da janela da casa paroquial. É preciso
sair, ir a campo. Tomar a iniciativa e ir fará você se sentir feliz”, afirmou.
Segundo o presidente da Comissão para a Amazônia, é preciso
colocar todos os agentes pastorais em constante estado de saída. “O papa
Francisco fala de uma Igreja em saída, não uma Igreja sentada em casa. Um
cristão em saída, bispos e padres em saída, seminaristas em saída. Em casa o
seminarista já fica sentado, fica gordo”, disse dom Cláudio, provocando risadas
dos congressistas. “O papa não diz uma ‘intimidade sentante’, mas itinerante”,
completou.
Dom Cláudio recordou que o papa Francisco propõe uma reforma
“grande e profunda” na Igreja e recordou suas palavras quando foi eleito:
“sonho com uma Igreja pobre para os pobres”. “A reforma defendida pelo papa é
transformar a Igreja numa Igreja missionária e, consequentemente, capaz de
gritar e de denunciar as injustiças”, sublinhou o cardeal. “Não tenham medo ser
profetas, meus caros seminaristas”, acrescentou.
O cardeal lembrou que o papa tem chamado a atenção do mundo com
seu jeito simples e próximo das pessoas, mas alertou para o risco de suas
palavras e testemunho ficarem sem incidência na vida da Igreja e das pessoas.
“Não basta aplaudir o papa, mas é necessário deixar interpelar-se por ele, algo
tem que mudar. Se isso ainda não aconteceu, você fazendo do papa apenas um
show”, disse.
Próximo de completar 81 anos, dom Cláudio falou com entusiasmo
de suas visitas às várias dioceses da Amazônia. “Quando a gente vai para a
Amazônia, a gente tem que arregaçar as mangas e, quando volta, chega feliz em
casa, com cheiro das ovelhas”, afirma. Aos padres deixou um recado: “Padre,
quando estiver desanimado, saia, levante-se, vá em direção às periferias, ao
povo sofrido, ouça o que ele dirá e aqueça seu coração, assim como Jesus
aqueceu o coração dos discípulos de Emaús”.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Congresso Missionário de
Presbíteros
Por
CNBB

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