“É absolutamente necessário que
todos os Estados europeus assumam suas responsabilidades em relação ao
acolhimento e apoio às pessoas que buscam refúgio, segurança e um futuro melhor
para si e suas famílias.”
Foi o que disse o
Secretário-Geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), o Rev. Olav Fykse Tveit
(na foto, com o Papa Francisco), durante um encontro na sede do organismo
ecumênico, em Genebra, Suíça, sobre os problemas da emergência imigração.
“A Europa está
testando o seu compromisso com a dignidade e os direitos humanos. Esta é uma
prova de nossos valores humanos e de nossa herança cristã. Hoje, os países
europeus estão enfrentando a pior crise humanitária depois da II Guerra
Mundial. Porém, a compaixão e a ação parecem ser insuficientes para satisfazer
as necessidades existentes”, sublinhou o Rev. Tveit no jornal da Santa Sé,
L’Osservatore Romano.
Segundo a
Organização Internacional para as Migrações (OIM), cerca de duzentos e
cinquenta mil migrantes atravessaram o Mar Mediterrâneo em direção à Europa, em
2015, número que supera o total do ano passado. Para os analistas da OIM, em
2015, o número de pessoas que chegou a Europa se aproxima a 250 mil. Dentre as
rotas mais perigosas está a do Mediterrâneo central, com destino à Sicília,
trajeto em que se registrou nos últimos meses o número mais elevado de mortes.
“Temos de assumir
a nossa responsabilidade de ajudar aquelas pessoas que estão desesperadas. Isso
deve ser feito sem distinção. Ficamos chocados ao ouvir que alguns países
rejeitaram os refugiados por causa de sua religião. O CMI exorta todas as
Igrejas dos países de chagada ou trânsito a continuarem seus esforços no
acolhimento do estrangeiro e elaborar uma resposta positiva em favor das
pessoas em dificuldade. Precisamos de uma colaboração ecumênica para realizar
esses esforços a fim de garantir a maior contribuição possível e aliviar esses
sofrimentos terríveis”, concluiu o Secretário-Geral do CMI.
Por - Rádio Vaticano

Nenhum comentário