Estimados Diocesanos! Neste mês dedicado à Palavra de
Deus, continuaremos a refletir sobre a importância de termos familiaridade com
a Sagrada Escritura, pois nela está contido o anúncio do Reino de Deus, do
projeto universal de salvação e de libertação, de verdade e de amor, de paz e
de justiça, destinado a tornar-se realidade na história presente através das
obras do Messias e Senhor.
Semelhante
a uma semente pequenina, escondida sob a terra, o Reino de Deus germina, cresce
e se transforma numa árvore gigantesca. Encoraja-nos olharmos para o horizonte
com a grande esperança de podermos contemplar os raios de luz da aurora de um
novo dia quando não existirá mais a morte, nem luto, nem aflição, nem choro,
nem dor, nem lamento ou cansaço. Então, aparecerá a cidade da paz e da luz, da
vida e do amor, a Jerusalém celeste. Nela, Deus será tudo em todos, porque,
através da morte e ressurreição de Cristo, nasce a nova humanidade feita dos
filhos adotivos de Deus, que o invocam como Pai, dando origem a uma nova
criação “libertada da escravidão e da corrupção” e destinada a “entrar na
liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm 8,21).
Com
a interpretação no Espírito Santo, a Bíblia aparece como o grande livro não
somente de Deus, mas também dos seus filhos, redimidos do pecado e da morte.
Nela, podemos encontrar a fonte de nossa vida e de uma espiritualidade que
irradia as nossas ações do dia-a-dia.
Na
vida da Igreja, a Palavra de Deus está no coração da liturgia, onde é
proclamada, comentada, meditada e atualizada para responder aos anseios do povo
de Deus que peregrina para a casa do Pai, a Jerusalém celeste. Ela é também a
alma do anúncio da fé e da catequese; é o alimento da vida espiritual de todos
aqueles que querem aprofundar a comunhão com o Senhor através da sua leitura,
meditação e reflexão. Quando esta Palavra de Deus é acolhida no nosso coração e
na nossa vida, ela poderá se tornar o caminho, a verdade e a vida do cristão no
caminho da sua existência e na luz da sua presença.
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